segunda-feira, 15 de novembro de 2010

“Somos um pouco missionários. Isto é importante”, diz novo vice-comandante da Guarda Suíça


Roma (Sexta-feira, 12-11-2010, Gaudium Press) "Não devo só pedir o cumprimento das regras do serviço militar, mas também dar alguma coisa que os ajude a reforçar a própria fé. Vejo isto como um dos meus objetivos". É o que revela o novo vice-comandante da Guarda Suíça Vaticana, o Ten. Coronel Christoph Graf.

O oficial foi entrevistado pela correspondente de Gaudium Press em Roma, Anna Artymiak, durante a solenidade de São Martinho de Tours, celebrada pela Igreja no dia 11 de novembro. Na entrevista, o Ten. Coronel Graf fala sobre sua decisão de entrar para a Guarda Suíça, sobre sua fé, sobre a importância de trabalhar ao lado do Papa e seus desafios daqui para a frente na Guarda Pontifícia. Acompanhe:

Gaudium Press - Como o senhor decidiu entrar para o Corpo da Guarda Suíça Pontifícia?

Eu trabalhava nos Correios Suíços perto de casa e tinha já 25 anos. Um dia eu pensei: "Mas que vida é essa? Ir toda manhã para o trabalho e voltar de noite para casa pelos próximos 40 anos? Não posso continuar assim". Queria sair da rotina. Em Lucerna, onde antes trabalhei, havia visitado uma mostra sobre a Guarda Suíça Pontifícia. Peguei um panfleto informativo sobre o Corpo, li atentamente e logo pensei que poderia ser uma coisa adequada para mim, a partir do momento que para mim a fé sempre foi algo muito importante. Onde trabalhava era uma região predominantemente protestante: meu irmão e eu éramos os únicos católicos naquela agência postal e isto se percebia, mesmo que não de maneira forte. Decidi portanto apresentar uma requisição ao Comando dos Guardas Suíços. Pensava que seria uma escolha de vida muito empenhativa e sinceramente não pensava que teria sido chamado. E, contrariamente, me chamaram para ser guarda. Eu tive que esperar um ano antes de poder vir à Roma. Naquela época havia muitas requisições porque muitos queriam ser da Guarda Suíça. Finalmente, em 2 de março de 1987, cheguei em Roma.

GP - Como foram os primeiros dias?

Era tudo novo. Eu gostava de coisas novas e estava cheio de entusiasmo. Era, de fato, a primeira vez que ia ao exterior. Nunca tinha saído da nossa bela Suíça e foi também minha primeira experiência de viagem aérea. Quando cheguei em Roma, iniciamos logo com os treinos: foi uma verdadeira vida militar. Para mim não era uma novidade, tendo já prestado o serviço militar no meu país: isto, de fato, é um pré-requisito para poder entrar na guarda suíça. De manhã eram feitos os treinos, das 8 ao meio-dia e meia: primeiro com a alabarda e depois sem, e à tarde andávamos pelo Palácio Apostólico para conhecer os escritórios e as diversas pessoas. De noite se voltava com a cabeça cheia de nomes estrangeiros e estranhos. Pensei: "Minha mãe! Vai ser difícil conseguir entender e lembrar de tudo!" O início foi duro, mas devo dizer que eu o enfrentei com grande entusiasmo. E assim aprendemos bem o nosso trabalho.

GP - E o entusiasmo permaneceu por 23 anos.

No início se faz um período de dois anos e depois se avalia a situação. Gostei sempre de tudo, tudo ia bem. Devo dizer que encontrei logo um grande equilíbrio entre o serviço, o lazer e também, uma coisa importante, o tempo para se dedicar à fé. Aqui se pode ir à missa todos os dias, há missas de hora em hora. Na Suíça agora se deve procurar a missa, também no domingo. Também o ambiente do Vaticano me agradou muito. Diz-se que no Vaticano é possível perder a fé! Diz-se! Mas eu acho que devemos ser sempre realistas. A Igreja é feita de homens e os homens são frágeis e pecadores. Isto me fez entender que o Vaticano não é, como se pensa na Suíça, um lugar similar ao Paraíso, onde somente os Santos decidem. O Vaticano é um Estado composto por homens. Como são? Não toca a mim dizê-lo, mas posso dizer que aqui também há os santos.

GP - O que significa ser uma guarda suíça, estar assim próximo ao Papa, protegê-lo?

Creio que para nós suíços é motivo de orgulho. É uma tradição ser um Guarda Suíço. Há mais de 500 anos estamos aqui, escolhidos por Júlio II. Acredito que é estranho para um suíço, que fez um trabalho normal, poder tornar-se um guarda do Papa e estar tão perto do Sucessor de Pedro. Penso que só por isto uma pessoa deve ter muito orgulho. Eu ainda tenho e nunca perdi. Quando encontramos o Papa é sempre uma emoção, quando ele vem, quando está perto de nós. Não é um homem como os outros e fico sempre emocionado quando o vejo e o encontro.

GP - Os guardas suíços são privilegiadas pelo fato de terem a oportunidade de conhecer a pessoa do Papa de perto. Como é Bento XVI?

Não é assim como escrevem quase todos os jornais. É um homem muito humilde, que colocou toda a sua vida à disposição da Igreja, um verdadeiro servidor. Ele quer ser um servidor, ele é "o servidor". Como havia dito quando foi eleito: "simples e humilde trabalhador na vinha do Senhor". É o que ele queria e não quer ser um Papa. Ele se vê como um servidor de todos.

GP - Agora o senhor foi destinado para novas funções. Quais são os deveres do Vice-Comandante do Corpo da Guarda Suíça Pontifícia?

O primeiro é ser o substituto do Comandante. Quando ele não está presente é o Vice-Comandante que deve tomar as decisões. Um dever preciso do Vice-Comandante é aquele de acompanhar o Santo Padre em todas as viagens. É para mim uma honra e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade! Depois virão os deveres decisivos.

GP - Além de ser um guarda suíço o senhor também é pai de dois filhos. É fácil conciliar o serviço com a vida familiar?

Uma desvantagem existe: infelizmente não se está tanto com a família e a família para mim é importante. Quando estou em casa, procuro distanciar-me do trabalho, há uma outra vida. Ao voltar para casa meus filhos correm para me abraçar e é muito bom estar em casa, especialmente na própria casa. Creio porém que da parte, não só de minha mulher, mas também de meus filhos, é necessário um pouco de sacrifício. Não digo que todas as mulheres pensem como as mulheres dos guardas. Falo em geral. Porque é um sacrifício. Estamos frequentemente no sábado e também no domingo em serviço. Na Páscoa trabalhamos, no Natal também. Há pouco tempo para viver um pouco as festas com a família. Se se fica por aqui, certamente se está trabalhando. É por isto que vejo que é um sacrifício também para a família. Mas, por outro lado, quando se quer bem e existe acordo e compreensão entre marido e mulher, os filhos crescem bem e são obedientes, se faz um trabalho com dever e paixão, é possível conciliar todas as duas coisas, família e trabalho.

GP - Quais são as maiores lembranças de seus 23 anos de serviço?

Uma coisa que não esquecerei jamais foi a morte de João Paulo II. Foram tantos anos com ele, quase 18. Pode-se dizer que foi como um Pai que foi embora. No fim de sua vida sofreu muitíssimo. Quando o víamos, quando lhe estávamos próximos em serviço, pensávamos: "Como sofre esse homem!". Depois, a eleição de Bento XVI foi uma coisa excepcional, como, aliás, todo o conclave: foi belo poder assistir pelo menos uma vez este acontecimento. Naturalmente também o Ano 2000, o Grande Jubileu. Viver o Jubileu. Houve tantos outros acontecimentos: a canonização de Padre Pio, a de Escrivá, o fundador da Opus Dei. Milhares, centenas de milhares de pessoas em Roma. Uma coisa nunca vista antes. Também aquelas foram coisa que me impressionaram muito. Mesmo que no fundo não tenha podido aproveitá-las em pleno porque estava trabalhando. Mas eu penso que sempre participei dos acontecimentos excepcionais! Depois também o nosso jubileu, 500 anos da Guarda Suíça Pontifícia. Foi um belo jubileu. O testemunho de que a Guarda faz parte da história da Igreja.

GP - O que espera o novo Vice-Comandante no início de seu trabalho?

O que eu espero? Espero permanecer sempre a mesma pessoa que era antes. Não considero importante somente o serviço. Penso que nós temos também uma missão. Estes jovens que vêm da Suíça, do ponto de vista da fé, não são muito assíduos e zelosos e por isso creio que talvez nosso dever é aquele de ajudá-los a descobrir de um lado a organização da Igreja e do outro a aprofundar a própria fé. Isso é uma bela coisa. Se alguém tem confiança no Senhor, consegue fazer tantas coisas... Também a confiança na Divina Providência. Estou certo que se alguém vive a sua fé, consegue fazer muito melhor o seu serviço como guarda. Se depois alguém quando volta para casa, consegue viver e vive a fé como se deveria, isto é, vai pelo menos no domingo à missa, creio que o nosso trabalho não foi só um trabalho, com um fim em si próprio. Somos um pouco missionários. Isto é importante. Não devo só pedir o cumprimento das regras do serviço militar, mas também dar alguma coisa que os ajude a reforçar a própria fé. Vejo isto como um dos meus objetivos. Certo, me aguardam diversos trabalhos. Mas acho importante procurar criar um bom clima: seria feliz se pudermos dizer que somos uma família que vive junta, que trabalha junto, que todos se sentem bem. Creio que esse seja também o meu dever. Não só meu, mas do Comandante também. Com a ajuda de Deus esperamos conseguir!



domingo, 7 de novembro de 2010

Vaticano anuncia cerimônias com o Santo Padre para os próximos três meses

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Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 05-11-2010, Gaudium Press) O Escritório das Celebrações Litúrgicas vaticanas apresentou hoje o programa das cerimônias presididas por Bento XVI nos próximos três meses: novembro e dezembro de 2010 e janeiro de 2011. Entre as cerimônias usuais do calendário para esse período, no domingo, 12 de dezembro, o Santo Padre visitará a paróquia romana de São Maximiliano Kolbe.
Para novembro se espera o consistório com a criação de 24 novos cardeais, entre os quais Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida e presidente do CELAM. A criação compreende duas cerimônias: no sábado, dia 20 de novembro, o Consistório Ordinário Público com a imposição do barrete; e domingo, 21 de novembro, a Santa Missa com a entrega do anel cardinalício. Todas as duas cerimônias, presididas pelo Papa, acontecerão na Basílica vaticana. O próximo consistório será o terceiro de Bento XVI durante os cinco anos de seu pontificado.

Depois das Primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento, que este ano acontecem no dia 27 de novembro, o Santo Padre presidirá as cerimônias regulares do calendário litúrgico. Nos próximos três meses não está prevista nenhuma viagem na Itália ou ao exterior, mas no dia 12 dezembro Bento XVI irá em visita pastoral a uma paróquia romana, a paróquia de São Maximiliano Kolbe, no bairro de Prato Fiorito. A igreja foi novamente construída e, no ano passado, foi dedicada a seu patrono, mártir franciscano polonês do tempo da Segunda Guerra Mundial.

Além disso, no dia 8 de dezembro Bento XVI irá, conforme a tradição, pela solenidade da Imaculada Conceição da Beata Virgem Maria, venerar uma grande imagem de Nossa Senhora na Piazza Spagna, em Roma. No dia 16 presidirá as vésperas com os universitários dos Ateneus Romanos. Como no ano passado, também a próxima celebração da Santa Missa do Galo será antecipada de meia-noite para às 22H. No dia de Natal, o Papa, do balcão central da Basílica vaticana fará a tradicional benção " Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo) com os votos em diversas línguas.

No último dia do ano, o Santo Padre presidirá as Primeiras Vésperas com o solene canto do "Te Deum" em agradecimento pelo ano que passou. No novo ano, 2011, a primeira cerimônia com o Papa será a celebração eucarística na solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus, no dia 1°, celebrado pela Igreja Católica como o Dia Mundial da Paz e no qual o Santo Padre dirige uma mensagem especial. Para 2011 o tema é "Liberdade religiosa, caminho para a paz".

Também já no próximo ano, no dia 9 de janeiro, Bento XVI batizará algumas crianças, filhos dos funcionários do Vaticano, por ocasião da Festa do Batismo do Senhor.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

SANTO ANTÔNIO DE SANT'ANA GALVÃO

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Sereno e dadivoso, sempre voltado para o bem dos outros, Frei Antônio de Sant'Ana Galvão é 
posto pelo Papa Bento XVI como modelo para os cristãos brasileiros.

Santo Antônio Galvão nasceu em 1739, em Guaratinguetá, no interior do estado de São Paulo, cidade que na Época pertencia a Diocese do Rio de Janeiro. Com a criação da diocese de São Paulo, em 1745, viveu praticamente nesta diocese: 1762-1822. O ambiente  familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestigio  social  e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, o mandou, com a idade de 13 anos, para Belém (Bahia) a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas. Ficou no colégio de 1752 a 1756, com notáveis progressos no estudo e na prática da vida cristã. Com o clima antijesuitico provocado pela atuação do marquês de Pombal, Antônio entrou para os Frades Menores Descalços da Reforma de São Pedro e Alcântara, em Taubaté, SP.
Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, Antonio ingressou no noviciado no convento de São Boaventura, na vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Aos 16 de abril de 1761 fez a profissão solene e o juramento, segundo o uso dos franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina aceita e defendida pela ordem franciscana.
Um ano depois da profissão religiosa, Frei Antonio foi admitido a ordenação sacerdotal, aos 11 de julho de 1762, no Rio de Janeiro. Depois de ordenado, foi mandado para o convento de São Francisco, em São Paulo, com o fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia como também exercitar-se no apostolado. Sua maturidade espiritual franciscano-Mariana teve sua expressão máxima na "entrega a Maria" como seu "filho e escravo perpétuo", entrega assinada com o próprio sangue aos 9 de novembro de 1766.Terminados os estudos em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do convento. Foi confessor estimado e procurado, e, muitas vezes, quando era chamado ia a pé, mesmo aos lugares distantes.
Em 1769-70 foi designado confessor do Recolhimento de Santa Teresa, em São Paulo. Neste recolhimento, encontrou irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência, que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo recolhimento. Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas.
A data oficial da fundação do novo recolhimento é 2 de fevereiro de 1774. Irmã Helena queria modelar o recolhimento segundo a ordem carmelitana, mas o bispo de São Paulo, franciscano e intrépido defensor da Imaculada, quis que fosse segundo as concepcionistas aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511. A fundação passou a se chamar Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Previdência, e Frei Galvão, o fundador de uma instituição que continua até nossos dias. Aos 23 de fevereiro de 1775 morreu, quase imprevistamente, irmã Helena.
Frei Galvão encontrou-se como único sustentáculo das recolhidas, missão que exerceu com humildade e grande prudência. Pelo grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante quatorze anos (1774-1788), Frei Galvão cuidou da construção do recolhimento. Outros quatorze (1788-1802) dedicou á construção da Igreja, inaugurada aos 15 de agosto de 1802.A obra, "materialização do gênio e da santidade de Frei Galvão", em 1988, tornou-se por decisão da Unesco "patrimônio da Humanidade". Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da ordem franciscana, deu muita atenção e o melhor de suas forcas á formação das recolhidas. Para elas escreveu um regulamento ou estatuto. Em 1929, o recolhimento tornou-se mosteiro, incorporado á ordem da Imaculada Conceição (concepcionistas).
Frei Galvão foi mandado para o exílio pelo capitão-general de São Paulo porque tomou a defesa do soldado Gaetaninho.A população, porém, se levantou contra a injustiça de tal ordem, que imediatamente foi revogada. Em 1781, o Servo de Deus foi nomeado mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro, pelos dotes pessoais, profunda vida espiritual e grande zelo apostólico. O bispo, porém, que o queria em São Paulo, não fez chegar a ele a carta do superior provincial, «para não privar seu bispado de tão virtuoso religioso (...) que desde que entrou na religião até o presente dia tem tido um procedimento exemplaríssimo pela qual razão o aclamam santo". Frei Galvão foi nomeado guardião do convento de São Francisco em São Paulo, em 1798, e reeleito em 1801.
A nomeação de guardião provocou desorientação nas recolhidas da Luz. A preocupação das religiosas é necessário acrescentar aquela do "Senado da Câmara de São Paulo" e do bispo da cidade, que escreveram ao provincial: "Todos os moradores desta Cidade não poderão suportar um só momento a ausência do dito religioso (...) Este homem, tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de 5. Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho: todos acodem a pedir -lho; é o homem da paz e da caridade". Graças a estas cartas, Frei Galvão tornou-se guardião, sem deixar a direção espiritual das recolhidas e do povo de São Paulo.
Em 1802, Frei Galvão recebeu o privilégio de definidor pela solicitação do provincial ao núncio apostólico de Portugal, porque "é um religioso que por seus costumes e por sua exemplaríssima vida serve de honra e de consolação a todos os seus Irmãos, e todo o Povo daquela Capitania de São Paulo, Senado da Câmara e o mesmo Bispo Diocesano o respeitam como um varão santo".
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Em 1808, pela estima que gozava dentro de sua ordem, foi-lhe confiado o cargo de visitador geral e presidente do capítulo, mas devido a seu estado de saúde foi obrigado a renunciar. Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, fundou o recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, no estado de São Paulo. Quando as forcas impediram o ir-e-vir diário do convento de São Francisco ao recolhimento, obteve dos seus superiores (bispo e guardião) a autorlzação para ficar no recolhimento da Luz.

Durante sua última doença, Frei Antonio passou a morar num "quartinho" (espécie de corredor) atrás do tabernáculo, no fundo da igreja. Terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, pelas 10 horas da manhã, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu padre guardião, dois confrades e dois sacerdotes diocesanos. Frei Galvão, a pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do recolhimento que ele mesmo construirá. 2. Mensagem e atualidade Frei Antônio de Sant'Anna Galvão foi definido pela Câmara de São Paulo como «o homem da paz e da caridade", por urna inspiração do Espírito Santo. E esta definição constitui a marca da vida do beato.
A coleta bem como as demais orações da liturgia da missa em honra de Frei Galvão sublinham estas duas grandes virtudes, que brilharam na vida e na obra do Santo Antônio Galvão.
Desde pequeno foi iniciado ainda pela mãe a ajudar os pobres de Guaratinguetá, pois dona Izabel, ao morrer, havia deixado todas as suas vestes para os pobres. O pai, Antônio, sempre foi solícito pelos mais necessitados. Portanto, aprendera em família a amar os prediletos de Deus.
A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do "recolhimento". "Foi frade de muita caridade, foi frade de muita vida espiritual, antes de tudo", escreveu Frei Henrique Golland Trindade, mais tarde bispo de Botucatu, SP Além desse testemunho, ternos o depoimento das religiosas mais antigas do recolhimento da Luz, que afirmam: "Amava os pobres e muitas vezes pagava as suas dividas. Mesmo de noite ia visitar os doentes e procurava animar e consolar os aflitos"
Fama de santidade
Sobre a fama de santidade de Frei Galvão, fala com ardor e autoridade a Irmã Célia Cadorin, postuladora da sua causa de canonização, em declarações à Revista Arautos do Evangelho.
Ela ressalta ser indispensável que a fama de santidade de um candidato aos altares seja evidenciada na vida, na morte e depois da morte. Para este efeito, ela esquadrinhou os arquivos da Prefeitura de São Paulo, do Instituto Histórico, da Cúria provincial dos franciscanos e, sobretudo, do Mosteiro da Luz. Não faltaram as provas e documentos.
"O processo inteiro comportou quase 10 mil páginas, contendo um relato sintético de mais de 8 mil graças alcançadas", explica Irmã Célia. E, dentre os documentos anexados, cita como exemplo uma ata contemporânea do Santo, da Câmara de São Paulo, na qual se diz: "Este homem é preciosíssimo a toda esta cidade e vila da Capitania de São Paulo. É um homem religiosíssimo e de prudente conselho.
Todos acodem a fazer-lhe pedidos. É um homem de paz e caridade".
O Mosteiro de Nossa Senhora da Luz
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Mas, se 
quisermos citar a maior obra de sua vida, que marcaria para sempre a grande cidade de São Paulo, devemos falar do Mosteiro de Nossa Senhora da Luz. De tal maneira Frei Galvão ligou sua existência ao novo mosteiro, que não podemos mencionar essa instituição sem que o seu nome nos venha logo à memória; bem como não podemos nos referir ao santo religioso sem nos lembrarmos desse convento.


Frei Galvão recebeu, no início de suas incumbências sacerdotais, três encargos: o de pregador da ordem franciscana, o de porteiro - que o tornou muito conhecido - e o de confessor do Recolhimento de Santa Teresa, onde viviam algumas monjas. Era o único estabelecimento de religiosas então existente em São Paulo. Chamava-se "recolhimento" porque naqueles tempos de perseguição religiosa o termo "mosteiro" era imprudente perante o governador.
Nessa singela comunidade que Frei Galvão passou a dirigir, vivia uma alma eleita: Irmã Helena Maria do Sacramento. A essa devota freira foi revelado ser desejo de Deus que Frei Antônio de Sant'Ana Galvão fundasse um novo convento na cidade de São Paulo. Caso perigoso e delicado! Por um lado, havia proibição formal da parte do Marquês de Pombal de receber noviços em qualquer instituição, sob pena de morte; e por outro, a natureza daquela revelação seria posta à prova por muitos. O próprio Santo refletiu longamente, consultou os canonistas e, sobretudo, analisou aquela alma. Sua conclusão foi: é de fato um desejo inspirado, fundemos o novo convento.Escolheu-se o Campo da Luz, onde havia já uma antiga capelinha dedicada a Nossa Senhora da Luz, numa região totalmente despovoada e não distante do rio Anhembi. Começou, a partir daí, um calvário de dissabores e provações que para o Santo se traduziam em provas visíveis de ser este o desígnio de Deus. A pequena comunidade que ali passou a viver em instalações provisórias sofreu de tudo: o mandado de que fosse extinto o Recolhimento, a fome e a miséria que quase as levaram à morte, a privação da assistência de Frei Galvão até passar a tormenta... Mas o Senhor queria "construir a casa sobre a rocha" e, na raiz dessa heróica fundação, era necessário o sofrimento de todos.
Por fim, depois de obtidas as devidas licenças, Frei Galvão iniciou a construção do belo mosteiro que se mantém em suas linhas gerais tal qual o vemos hoje.
O filho do Capitão-Mor de Guaratinguetá tornou-se mendigo pela obra de Deus. Angariou fundos e operários para a construção, fez longas e penosas viagens - sempre a pé -, divulgando e mobilizando a população a contribuir para causa tão nobre. As doações chegavam, mas não bastavam... Em uma palavra, ele próprio foi a pedra angular dessa casa de Maria Santíssima e de seu Divino Filho, chegando a trabalhar pessoalmente naquele rude ofício. Mas... que consolação!
De seu sofrimento brotaram inúmeras vocações, que não tardaram em apresentar-se, e o Mosteiro de Nossa Senhora da Luz logo ficou conhecido como "um viveiro de santas", formadas nas luminosas vias indicadas por seu fundador. Quantas graças para a salvação das almas não terão sido obtidas através dos sacrifícios oferecidos por essas virgens consagradas?
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As "pílulas" de Frei Galvão
Entre as numerosas graças recebidas pela intercessão de Frei Galvão destacam-se, pela simplicidade e pela maravilhosa confiança na Mãe de Deus que encerram, as pílulas miraculosas.
Esse costume tão característico de nosso Santo - ininterruptamente seguido por milhares de fiéis desde quando ele era vivo até os dias de hoje - comprova, pelas graças e feitos portentosos que opera, não ser uma mera crença popular. A Irmã Célia Cadorin explica a origem das pílulas.
Diz a história que certo dia apresentaram a Frei Galvão um moço com muitas dores, sem poder expelir uns cálculos renais. O santo religioso movido de compaixão, depois de rezar teve uma súbita inspiração. Escreveu em três papelinhos a seguinte frase do ofício da Santíssima Virgem Maria: "Post partum Virgo inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis", ou seja: "Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta; Mãe de Deus, intercedei por nós".
Enrolou os papeizinhos em forma de pílula e deu ao jovem para que os tomasse como remédio. Logo depois o moço expeliu um grande cálculo e ficou curado. Mais tarde um homem aflito procurou Frei Galvão, dizendo que sua esposa, que ia dar à luz, estava muito mal. Novamente ele se lembrou do versículo do ofício de Nossa Senhora escreveu, enrolou e mandou as pílulas para a mulher. Depois de tomá-las, ela deu à luz sem nenhum problema.
Estes e outros fatos se propagaram rapidamente e os pedidos dos célebres papelinhos, ou pílulas, ficaram muito freqüentes.
Frei Galvão ensinou às irmãs do Recolhimento a fazerem pílulas, de modo que, mesmo em sua ausência, as pudessem dar às pessoas que viessem pedir na portaria do Convento.
No início as pílulas eram procuradas sobretudo pelas parturientes. Com o tempo, porém, começaram a ser usadas por quem sofria de enfermidades diversas, de modo especial problemas renais, cálculos ou pedras nos rins. E até para a conversão de pecadores. Hoje em dia são solicitadas por homens, mulheres e jovens que nas doenças - principalmente câncer - ou em dificuldades de toda espécie, invocam a intercessão do servo de Deus e as tomam com fé.
Animam suam in manibus suis semper tenens
A morte colheu Frei Galvão na mesma serenidade que conservou durante a vida e seus últimos dias foram uma expressão fiel do altíssimo grau de santidade que ele havia atingido.
Entregou sua alma a Deus no dia 23 de dezembro de 1822, quando contava 84 anos, numa pobre cela atrás da capela do mosteiro por ele construído. Se quisermos definir a vida deste perfeito filho de São Francisco, não encontraremos melhores palavras que aquelas figuradas em seu epitáfio no Mosteiro de Nossa Senhora da Luz: "Animam suam in manibus suis semper tenens". Sempre teve a sua alma nas mãos. Com efeito, depois do pecado cometido por nossos primeiros pais, o gênero humano perdeu aquela completa harmonia de todas as suas inclinações, que era o dom de integridade.
Reduzidos à dura prova de lutar contra si mesmos mais do que contra qualquer adversidade de sua existência, os homens passaram a depender em maior grau da graça divina do que de suas próprias forças, porque já não encontravam em sua natureza o antigo estado de perfeição. É precisamente nessa docilidade à vontade da Providência em detrimento da sua própria que brilhou a santidade de Frei Galvão: flexível ao sopro do Espírito Santo, esqueceu-se por completo de si mesmo e sepultou as suas deliberações no Coração do Divino Mestre.
Daí lhe veio a incomum virtude da fortaleza à qual ninguém resistia: era amado pelo povo, respeitado pelas autoridades, obedecido pelas religiosas, procurado pelas crianças.
Com quanta razão disse Santo Agostinho: "É necessário que a mente sejamais poderosa que a paixão, e a domine. Quanto mais uma virtude for nobre e sublime, mais ela será forte e invencível. Nenhuma alma viciada pode dominar outra munida de virtudes" (1).
Ao receber a merecida honra dos altares, queira Santo Antônio de Sant'Ana Galvão continuar prodigalizando tantos favores quanto os que já tem obtido para a nação que ele tanto desejou ver firme na fé. Feliz o Brasil por ter tal filho! Feliz a Igreja por ter tal Santo! ² 1) O livre-arbítrio, Paulus, São Paulo, 1995, pp. 48-49
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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A devoção de Nossa Senhora aos olhos de São Luís Grignion de Montfort

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São Luís Maria Grignion expõe em sua esplêndida obra, o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, no que consiste a perfeita devoção a Nossa Senhora, além de despertar uma devoção mais ardente e fervorosa.
Na introdução de seu livro, o santo mostra como Nossa Senhora tem sido desconhecida pela humanidade e que é esta uma das razões por que Jesus Cristo não é conhecido como deve ser.
A ideia central dos escritos é de que Maria Santíssima, ainda desconhecida, deve ser conhecida, e, sendo conhecida, virá o reino de Cristo. O livro destina-se, pois, a propagar a devoção a Nossa Senhora para que venha o reino de Cristo. Trata-se, portanto, de uma obra de larga visão e de alcance histórico muito amplo, fixando-se no desejo de trazer o reino de Cristo para um mundo que não o possui, fazendo-o preceder em certo sentido pelo reinado de Maria Santíssima.
Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, esta é a razão teológica pela qual São Luís demonstra que o Reino de Cristo será antecedido pelo reinado de Nossa Senhora, portanto, a devoção a Jesus Cristo deve vir ao mundo por intermédio de Maria Santíssima. Espalhar a devoção a Maria Santíssima é, pois, nesta perspectiva, a maior obra a que um homem pode aspirar.
São Luís Grignion, propõe-se a preparar o futuro reino de Cristo, fazendo o que lhe parece ser o mais essencial, o mais importante, o mais urgente, o que produzirá quase que automaticamente o resto: espalhar a perfeita devoção a Maria.
Agrande lição que São Luís fixa já no início do "Tratado" e desenvolve mais longamente depois, é a de que na formação religiosa é condição básica e indispensável a devoção a Nossa Senhora. Não se formando esta devoção, o próprio regime de expansão da graça na alma fica comprometido, e nada será possível conseguir. Portanto, a devoção a Ela é condição necessária para tudo quanto diz respeito à salvação.
São Luís Grignion tinha, pois, em mente, com este livro, uma obra da mais alta importância para a renovação dos séculos futuros. A nós cabe, portanto, ser sôfregos em possuir esta devoção a Nossa Senhora por ele pregada. Se ela é, como vimos, indispensável para que o mundo se regenere em Nosso Senhor, e se queremos com este escopo trabalhar, é necessário ir em busca desta devoção.
O Tratado da Verdadeira Devoção não é, pois, um livro qualquer de piedade, apresentando uma devoção a algum santo, boa por certo, mas que se pode ou não, indiferentemente, ter. A devoção a Nossa Senhora é uma devoção essencial, "conditio sine qua non" para nossa vida. E a poderemos atingir no mais alto grau com a forma e com os fundamentos desenvolvidos por São Luís Grignion de Montfort.
Não se deve pensar que esta devoção é um estilo de santidade inaugurado por São Luís Grignion. A devoção especialíssima e intensíssima a Nossa Senhora é característica de todos os santos. E, embora não se possa dizer que todos a tenham levado ao ponto a que a levou São Luís, estudando a vida de piedade de qualquer deles notamos sempre uma devoção ardentíssima a Ela, que é a dominante logo abaixo do culto a Deus Nosso Senhor.
Ela, contudo, se reveste em cada um de aspectos particulares; é raro neste sentido encontrar alguém que não tenha encontrado um aspecto novo de piedade em relação a Nossa Senhora. E não há um só que não conheça dever à intercessão d'Ela, não só o seu progresso espiritual, mas até mesmo a sua perseverança. Todos passam por duras provas espirituais, das quais se veem livres por uma intervenção especial d'Ela.
Estas afirmações não devem ficar no vácuo; é preciso sabermos aplicá-las concretamente em nossa vida espiritual: nas dificuldades, nos problemas, nas lutas. É preciso lembrarmo-nos de que Nossa Senhora é a onipotência suplicante, e termos n'Ela uma confiança ilimitada. Mas nem sempre a temos tão arraigada no espírito quanto desejaríamos.
Imaginemos, por exemplo, que Deus aparece à nossa mãe terrena e lhe dá a possibilidade de nos fazer todo o bem que quiser; ficaríamos, evidentemente, radiantes, pois, tudo conseguiríamos com facilidade. Ora, Nossa Senhora nos ama imensamente mais do que todas as mães terrenas reunidas amariam seu filho único...
Sejamos então ousados em nossos pedidos, e peçamos com confiança.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Florianópolis (Terça-Feira, 05-10-2010, Gaudium Press) "Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!". É com essa saudação que o arcebispo metropolitano de Florianópolis (SC), Dom Murilo Krieger, inicia o seu mais recente artigo, intitulado "Aparecida: a Mãe de um povo". Ele ainda lembra que este canto é elevado aos céus muitas vezes, todos os dias, em grandes igrejas, em pequenas grutas e em humildes casas. No entanto, em nenhum outro lugar essa saudação tem tanta força e sentido como em Aparecida.
O prelado afirma que poucos santuários marianos têm uma história tão simples como o de Aparecida. E relembrando um pouco o início dessa história, lembra como, em 1717, três pescadores lançavam as redes nas águas do Rio Paraíba e, de repente, encontraram um corpo e, depois, a cabeça de uma pequena imagem de cerâmica, enegrecida pelo lodo. Seguiu-se uma pesca abundante e, mais importante, começou naquela região um culto popular a Nossa Senhora da Conceição.
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A função maternal de Maria, em relação aos homens, de modo algum ofusca  a única mediação de Cristo"

"No início, os encontros de oração eram nas próprias casas dos pescadores; depois, em pequenas capelinhas e, com o tempo, em igrejas cada vez maiores. Multiplicaram-se as graças, aumentou sempre mais o número de romarias e a imagem passou a ser chamada carinhosamente de Aparecida", completa o arcebispo.
Dom Murilo faz questão de enfatizar que quando o Papa João Paulo II esteve em Aparecida, fez duas perguntas: "O que buscavam os antigos romeiros? O que buscam os peregrinos de hoje?" E naquela ocasião, ele mesmo respondeu: "Aquilo mesmo que buscavam no dia do Batismo: a fé e os meios de alimentá-la. Buscam os sacramentos da Igreja, sobretudo a reconciliação com Deus e o alimento eucarístico. E voltam revigorados e agradecidos à Senhora, Mãe de Deus e nossa" (04.07.80).
Outro fato mencionado e destacado pelo arcebispo, é que tempos atrás, alguém quebrou a imagem original de Nossa Senhora Aparecida, pensando, assim, destruir o culto mariano. E no meio de mil fragmentos foram encontradas, intactas, as duas mãos de Maria, unidas em oração. "O fato vale como um símbolo: as mãos postas de Maria no meio das ruínas são um convite a seus filhos para darem espaço em suas vidas à oração, ao absoluto de Deus, sem o qual tudo o mais perde sentido, valor e eficácia. O verdadeiro filho de Maria é um cristão que reza", ressalta o prelado, citando as palavras do Papa João Paulo II.
Por último, o arcebispo salienta que, em Aparecida, Maria é invocada como padroeira e mãe, e a função maternal de Maria, em relação aos homens, de modo algum ofusca ou diminui a única mediação de Cristo; antes, manifesta sua eficácia. Lá também o povo se une a Maria através de muitas expressões de fé: celebrações, orações, novenas, rosário. E depois levam para suas casas e comunidades o que ali aprendem.
"Levam o apelo para, em família, ler diariamente a Palavra de Deus e rezar o Terço; para participar intensamente da vida de sua paróquia e para se dedicar aos mais necessitados. Descobrem que, dessa maneira, Maria Santíssima poderá, com mais facilidade, conduzir cada família pelos caminhos de Jesus", conclui Dom Murilo.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SÃO PIO DE PIETRELCINA


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Com sua imensa popularidade e seus assombrosos dons sobrenaturais, São Pio de Pietrelcina foi, acima de tudo, uma alma crucificada, oferecida como vítima voluntária pelo mundo, escondida em um permanente colóquio
com o Senhor. É dessas íntimas profundidades que emerge a força pela qual ele chegou a identificar-se por
inteiro com Nosso Senhor. Os estigmas da Paixão são o selo exterior dessa união mística 
entre o Criador e sua criatura .
«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gál 6, 14).
Tal como o apóstolo Paulo, o Padre Pio de Pietrelcina colocou, no vértice da sua vida e do seu apostolado, a Cruz do  seu   Senhor como sua força, sabedoria e glória. Abrasado de amor por Jesus Cristo, com Ele se configurou imolando-se pela salvação do mundo. Foi tão generoso e perfeito no seguimento e imitação de Cristo Crucificado, que poderia ter dito: «Estou crucificado com Cristo; já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gál 2, 19). E os tesouros de graça que Deus lhe concedera com singular abundância, dispensou-os ele incessantemente com o seu ministério, servindo os homens e mulheres que a ele acorriam em número sempre maior e gerando uma multidão de filhos e filhas espirituais.
A vocação
Este digníssimo seguidor de São Francisco de Assis nasceu no dia 25 de Maio de 1887 em Pietrelcina, na arquidiocese de Benevento, filho de Grazio Forgione e de Maria Giuseppa de Nunzio. Foi baptizado no dia seguinte, recebendo o nome de Francisco. Recebeu o sacramento do Crisma e a Primeira Comunhão, quando tinha 12 anos.

         Era tido por um menino retraído porque raras vezes brincava com os demais. Quando lhe pediam explicações a este respeito, respondia que "eles blasfemavam". Seus silêncios correspondiam a precoces mas profundas meditações, a momentos de oração entremeados da prática de austeridades as quais já apontavam para a vocação que desde os 5 anos ele percebia claramente: ser capuchinho.
Aos 16 anos, no dia 6 de Janeiro de 1903, entrou no noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, tendo aí vestido o hábito franciscano no dia 22 do mesmo mês, e ficou a chamar-se Frei Pio. Terminado o ano de noviciado, fez a profissão dos votos simples e, no dia 27 de Janeiro de 1907, a dos votos solenes.
Depois da Ordenação Sacerdotal, recebida no dia 10 de Agosto de 1910 em Benevento, precisou de ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde. Em Setembro desse ano de 1916, foi mandado para o convento de Santa Maria das Graças, situado em São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até à morte. Foi uma alegria para ele poder dedicar-se à vida de comunidade e seguir a regra dos capuchinhos.
O dia 25 de maio de 1917 merece especial registro em sua longa e santa vida. Ele completava 30 anos. Enquanto rezava no coro da igreja, foi agraciado com os estigmas da crucifixão de Jesus, os quais permaneceram nele por mais de 50 anos.
No convento, começou exercendo a função de diretor espiritual e mestre dos noviços. Além desse encargo, confessava os habitantes do povoado que freqüentavam a igreja conventual. Foram estes que, pouco a pouco, notaram as características especiais do novo padre: suas Missas às vezes duravam três horas, pois com freqüência entrava em êxtase, e os conselhos que ele dava no confessionário revelavam alguém que "lia as almas".
Certa vez chegou uma jovem de Florença, muito atribulada, pois um familiar próximo tivera a desgraça de cometer suicídio, jogando-se no Rio Arno. Já havia ouvido falar do padre de San Giovanni, e depois da Missa dirigiu- se à sacristia para falar com ele . Apenas este viu a moça, inteiramente desconhecida dele, disse-lhe com doçura:
- Da ponte ao rio demora alguns segundos...
A jovem, surpresa e chorando, só pôde responder:
- Obrigada, padre.
Fatos maravilhosos como esse se repetiam todos os dias. Chegavam incrédulos que saíam arrependidos de sua falta de Fé. Pessoas tomadas de desespero recuperavam a confiança e a paz de alma. Enfermos retornavam curados a seus lares.
A companhia do Anjo da Guarda
Um traço revelador do privilegiado contato dele com o mundo sobrenatural é a estreita relação que manteve durante toda a vida com seu Anjo da Guarda, ao qual ele chamava de "o amigo de minha infância". Era seu melhor confidente e conselheiro. Quando ele ainda era menino, um de seus professores decidiu pôr à prova a veracidade dessa magnífica intimidade. Para tanto, escreveu-lhe várias cartas em francês e grego, línguas que o Pe. Pio então não conhecia. Ao receber as respostas, exclamou estupefato:
- Como podes saber o conteúdo, já que do grego não conheces sequer o alfabeto?
- Meu Anjo da Guarda me explica tudo.
Graças a um amigo como esse, junto ao auxílio sobrenatural de Jesus e Maria, o Santo pôde ir acrisolando sua alma nos numerosos sofrimentos físicos e morais que nunca lhe faltaram.
O amor as almas
Abrasado pelo amor de Deus e do próximo, o Padre Pio viveu em plenitude a vocação de contribuir para a redenção do homem, segundo a missão especial que caracterizou toda a sua vida e que ele cumpriu através da direção espiritual dos fiéis, da reconciliação sacramental dos penitentes e da celebração da Eucaristia. O momento mais alto da sua actividade apostólica era aquele em que celebrava a Santa Missa. Os fiéis, que nela participavam, pressentiam o ponto mais alto e a plenitude da sua espiritualidade.
No campo da caridade social, esforçou-se por aliviar os sofrimentos e misérias de tantas famílias, principalmente com a fundação da «Casa Sollievo della Sofferenza» (Casa Alívio do Sofrimento), que foi inaugurada no dia 5 de Maio de 1956.
Para o Padre Pio, a fé era a vida: tudo desejava e tudo fazia à luz da fé. Empenhou-se assiduamente na oração. Passava o dia e grande parte da noite em colóquio com Deus. Dizia: «Nos livros, procuramos Deus; na oração, encontramo-Lo. A oração é a chave que abre o coração de Deus». A fé levou-o a aceitar sempre a vontade misteriosa de Deus.
Viveu imerso nas realidades sobrenaturais. Não só era o homem da esperança e da confiança total em Deus, mas, com as palavras e o exemplo, infundia estas virtudes em todos aqueles que se aproximavam dele.O amor de Deus inundava-o, saciando todos os seus anseios; a caridade era o princípio inspirador do seu dia: amar a Deus e fazê-Lo amar. A sua particular preocupação: crescer e fazer crescer na caridade.
A máxima expressão da sua caridade para com o próximo, ve-mo-la no acolhimento prestado por ele, durante mais de 50 anos, às inúmeras pessoas que acorriam ao seu ministério e ao seu confessionário, ao seu conselho e ao seu conforto. Parecia um assédio: procuravam-no na igreja, na sacristia, no convento. E ele prestava-se a todos, fazendo renascer a fé, espalhando a graça, iluminando. Mas, sobretudo nos pobres, atribulados e doentes, ele via a imagem de Cristo e a eles se entregava de modo especial.
Exerceu de modo exemplar a virtude da prudência; agia e aconselhava à luz de Deus.
O seu interesse era a glória de Deus e o bem das almas. A todos tratou com justiça, com lealdade e grande respeito. Nele refulgiu a virtude da fortaleza. Bem cedo compreendeu que o seu caminho haveria de ser o da Cruz, e logo o aceitou com coragem e por amor. Durante muitos anos, experimentou os sofrimentos da alma. Ao longo de vários anos suportou, com serenidade admirável, as dores das suas chagas.
Um grande confessor
Quando Pe. Pio cantou sua primeira Missa solene, seu antigo professor, o Pe. Agostinho, fazendo a homilia, dirigiu ao neo-sacerdote estas palavras que se revelaram proféticas: "Não tens muita saúde, não podes ser um pregador. Desejo-te, pois, que sejas um grande confessor" .
Décadas mais tarde, alguém lhe perguntou qual missão havia ele recebido de Nosso Senhor Jesus Cristo, e o santo capuchinho respondeu com simplicidade: "Eu? Eu sou confessor" .
Os prodigiosos dons místicos que recebera da Providência não eram senão um anzol por meio do qual ele arrastava as almas a se purificarem de seus pecados no sacramento da Reconciliação. Passava até 15 horas por dia no confessionário .
A seus pés vinham ajoelhar-se pessoas de todas as idades e condições sociais, inclusive bispos e sacerdotes, em busca de absolvição, conselho e paz de alma. As filas de confissão eram enormes, a ponto de tornar necessária a distribuição de senhas numeradas para ordenar o atendimento.
Ele lia no interior das almas como em um livro aberto. Certo dia, um comerciante pediu-lhe a cura de uma filha muito enferma e recebeu esta resposta:
- Tu estás muito mais doente que tua filha. Vejo-te morto. Como podes sentir-te bem com tantos pecados na consciência? Estou vendo pelo menos trinta e dois...
Surpreso, o homem correspondeu prontamente à graça recebida: ajoelhou-se para se confessar. Quando terminou, disse para quantos quisessem ouvi-lo: "Ele sabia tudo e me disse tudo!"
Em outra oportunidade, um advogado de Gênova, ateu militante, decidiu ir a San Giovanni Rotondo para "desmascarar aquela fraude de frades". Mal entrou na sacristia junto com os peregrinos, o Pe. Pio, que nunca o havia visto antes, interpelou-o, denunciando suas más intenções. Em seguida, sem mais palavras, apontou-lhe o confessionário.
Ante a estupefação geral, o advogado ajoelhou-se, abriu seu coração e, com a ajuda do Santo, examinou toda a sua vida passada, de pecados e de luta contra a Santa Igreja. Ao levantar-se, era outro homem. Permaneceu três dias no convento, degustando a inocência readquirida, antes de regressar à sua cidade natal. A notícia dessa conversão foi objeto de manchetes nos órgãos de imprensa. Pouco depois ele retornou a San Giovanni para receber do Pe. Pio o escapulário da Ordem Terceira Franciscana .
Amor ao sofrimento
Quando o seu serviço sacerdotal esteve submetido a investigações, sofreu muito, mas aceitou tudo com profunda humildade e resignação. Frente a acusações injustificáveis e calúnias, permaneceu calado, sempre confiando no julgamento de Deus, dos seus superiores diretos e de sua própria consciência.
Recorreu habitualmente à mortificação para conseguir a virtude da temperança, conforme o estilo franciscano. Era temperante na mentalidade e no modo de viver.
Consciente dos compromissos assumidos com a vida consagrada, observou com generosidade os votos professados. Foi obediente em tudo às ordens dos seus Superiores, mesmo quando eram gravosas. A sua obediência era sobrenatural na intenção, universal na extensão e integral no cumprimento. Exercitou o espírito de pobreza, com total desapego de si próprio, dos bens terrenos, das comodidades e das honrarias. Sempre teve uma grande predileção pela virtude da castidade. O seu comportamento era, em todo o lado e para com todos, modesto.
Considerava-se sinceramente inútil, indigno dos dons de Deus, cheio de misérias e ao mesmo tempo de favores divinos. No meio de tanta admiração do mundo, ele repetia: «Quero ser apenas um pobre frade que reza».
Desde a juventude, a sua saúde não foi muito brilhante e, sobretudo nos últimos anos da sua vida, declinou rapidamente.
Minha Mãe, Vós partis e me deixais enfermo!?. . .
As enfermidades de Pe. Pio deixaram desconcertados todos os médicos que dele trataram. Com menos de 30 anos, foi examinado por um especialista em doenças pulmonares o qual prognosticou poucas semanas de vida... e ele viveu ainda mais de meio século. Seus estigmas sangraram diariamente por mais de cinqüenta anos, sem cicatrizar nem causar qualquer infecção .
Em 25 de abril de 1959 os médicos lhe diagnosticaram broncopneumonia complicada com pleurisia, o que o obrigou a um repouso absoluto. Ele sofria com isto, por ver-se privado de exercer seu ministério para o bem das almas.
Nesse mesmo dia, chegou à Itália a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Em San Giovanni Rotondo, ela foi recebida pelo Arcebispo e todo o clero da região, junto com uma multidão de fiéis.
O Pe. Pio lhes havia dito: "Abramos nossos corações à confiança e à esperança. Nossa Senhora vem com as mãos cheias de graças e bênçãos. Devemos amar nossa Mãe celestial com perseverança, e Ela não nos abandonará na dor quando partir daqui".
Movendo-se em cadeira de rodas, o Santo tinha podido oscular os pés da imagem sagrada e colocar um Rosário entre suas mãos. Naquela tarde, ela partiu de helicóptero do terraço do hospital, com destino à Sicília, dando três voltas em torno do convento, para uma última bênção à multidão reunida na praça.
Postado numa janela, o Pe. Pio olhava tudo e, não podendo conter-se, exclamou:
- Senhora! Minha Mãe, estou enfermo desde o dia de vossa chegada à Itália... Vós partis agora e me deixais assim!?
No mesmo instante sentiu um "calafrio nos ossos" e disse a seus irmãos presentes:
- Estou curado!
E estava mesmo. No dia 10 de agosto pôde celebrar Missa novamente, e declarou: "Estou são e forte como nunca antes em minha vida".
No final, a glorificação
A irmã morte levou-o, preparado e sereno, no dia 23 de Setembro de 1968; tinha ele 81 anos de idade. O seu funeral caracterizou-se por uma afluência absolutamente extraordinária de gente.
No dia 20 de Fevereiro de 1971, apenas três anos depois da morte do Padre Pio, Paulo VI, dirigindo-se aos Superiores da Ordem dos Capuchinhos, disse dele: «Olhai a fama que alcançou, quantos devotos do mundo inteiro se reúnem ao seu redor! Mas porquê? Por ser talvez um filósofo? Por ser um sábio? Por ter muitos meios à sua disposição? Não! Porque celebrava a Missa humildemente, confessava de manhã até à noite e era - como dizê-lo?! - a imagem impressa dos estigmas de Nosso Senhor. Era um homem de oração e de sofrimento».
Já gozava de larga fama de santidade durante a sua vida, devido às suas virtudes, ao seu espírito de oração, de sacrifício e de dedicação total ao bem das almas.
Nos anos que se seguiram à sua morte, a fama de santidade e de milagres foi crescendo cada vez mais, tornando-se um fenômeno eclesial, espalhado por todo o mundo e em todas as categorias de pessoas.
Assim Deus manifestava à Igreja a vontade de glorificar na terra o seu Servo fiel. Não tinha ainda passado muito tempo quando a Ordem dos Frades Menores Capuchinhos empreendeu os passos previstos na lei canónica para dar início à Causa de beatificação e canonização. Depois de tudo examinado, como manda o Motu proprio «Sanctitas Clarior», a Santa Sé concedeu o nihil obstat no dia 29 de Novembro de 1982. O Arcebispo de Manfredónia pôde assim proceder à introdução da Causa e à celebração do processo de averiguação (1983-1990). No dia 7 de Dezembro de 1990, a Congregação das Causas dos Santos reconheceu a sua validade jurídica. Ultimada a Positio, discutiu-se, como é costume, se o Servo de Deus tinha exercitado as virtudes em grau heróico. No dia 13 de Junho de 1997, realizou-se o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, com resultado positivo. Na Sessão Ordinária de 21 de Outubro seguinte, tendo como Ponente da Causa o Exmo. e Revmo. D. Andrea Maria Erba, Bispo de Velletri-Segni, os Cardeais e Bispos reconheceram que o Padre Pio de Pietrelcina exercitou em grau heróico as virtudes teologais, cardeais e anexas.
No dia 18 de Dezembro de 1997, na presença do Papa João Paulo II foi promulgado o Decreto sobre a heroicidade das virtudes. Para a beatificação do Padre Pio, a Postulação apresentou ao Dicastério competente a cura da senhora Consiglia de Martino, de Salerno. Sobre o caso desenrolou-se o Processo canônico regular no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Salerno-Campanha-Acerno, desde Julho de 1996 até Junho de 1997. Na Congregação das Causas dos Santos, realizou-se, no dia 30 de Abril de 1998, o exame da Consulta Médica e, no dia 22 de Junho do mesmo ano, o Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos. No dia 20 de Outubro seguinte, reuniu-se no Vaticano a Congregação Ordinária dos Cardeais e Bispos, membros do Dicastério, e, no dia 21 de Dezembro de 1998, foi promulgado, na presença do Papa João Paulo II, o Decreto sobre o milagre.
No dia 2 de Maio de 1999, durante uma solene Celebração Eucarística na Praça de São Pedro, Sua Santidade João Paulo II, com sua autoridade apostólica, declarou Beato o Venerável Servo de Deus Pio de Pietrelcina, estabelecendo no dia 23 de Setembro a data da sua festa litúrgica.
Para a canonização do Beato Pio de Pietrelcina, a Postulação apresentou ao competente Dicastério o restabelecimento do pequeno Matteo Pio Collela de São Giovanni Rotondo. Sobre este caso foi elaborado um processo canônico no Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Manfredonia-Vieste, que decorrem de 11 de Junho a 17 de Outubro de 2000. No dia 23 de Outubro de 2000, a documentação foi entregue à Congregação das Causas dos Santos. No dia 22 de Novembro de 2001 é aprovado, na Congregação das Causas dos Santos, o exame da Consulta Médica. No dia 11 de Dezembro de 2001, é julgado pelo Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos e, no dia 18 do mesmo mês, pela Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos. No dia 20 de Dezembro, na presença do Papa João Paulo II, foi promulgado o Decreto sobre o milagre; no dia 26 de Fevereiro de 2002, foi publicado o Decreto sobre a sua canonização.
Fontes: 





pdre Pio